Ricardo Guaraci, também conhecido como “Guará”, aluno do 7º período do curso de jornalismo da Faculdade Estácio de Sá, irá abordar, em sua tese de conclusão de curso, a cobertura feita pela mídia mineira acerca dos problemas ocorridos em Belo Horizonte no ano de 1997 sobre a situação do transporte clandestino, na administração do prefeito Célio de Castro.
Após as coisas se apaziguarem, a situação foi piorando, até culminar em 2001, quando tivemos nova greve, quando o transporte coletivo de passageiros em vans ou peruas foi proibido em Belo Horizonte. Desde 5 de julho de 2001, a Prefeitura tem o aval da Justiça para barrar os veículos que praticam o transporte não regulamentado de passageiros na capital mineira, que chegou a ter três mil perueiros nas ruas no ano de 2001.
A capital encontra-se praticamente livre do transporte clandestino desde 19 de julho de 2001, quando mais de mil perueiros invadiram as ruas do centro de Belo Horizonte protestando contra a fiscalização da BHTrans em conjunto com a Polícia Militar, criando uma praça de guerra com bombas de gás, explosões, fumaça, pancadaria, agressões e correrias culminando na prisão de 65 pessoas e um saldo de 35 feridos, entre manifestantes, policiais e populares.
Atualmente, estima-se que há apenas 3% de clandestinos circulando de madrugada e nos fins de semana, nas horas em que a fiscalização não atua e, geralmente, em carros de passeio. [Wikipedia]
Guaraci resolveu abordar o tema afim de verificar se a cobertura foi realmente idônea, plural e competente, sem deixar-se contaminar por qualquer tipo de pré-disposição ou tendências ideológicas, no caso, quando escreviam do prefeito Célio de Castro (PT), que havia obtido a maior vitória eleitoral no país naquele mesmo ano, com 809.992 votos – 76,5% do total dos votos válidos. Reeleito para o segundo mandato (2001-2004), acabou afastando-se problemas de saúde - um derrame cerebral que o mantém alheio a vida política até hoje. Foi sucedido pelo vice, Fernando Pimentel, que conseguiu uma reeleição tranqüila e atualmente estuda, junto ao PT, as possibilidades para a sucessão na capital mineira, sendo fortes os rumores de uma parceria inédita com o governador Aécio Neves (PSDB).
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